O Conclave e a escolha do novo Papa


 

Recentemente ouvimos a surpreendente e inusitada notícia do anúncio de renúncia do nosso Papa Bento XVI. Em um pronunciamento aos cardeais durante uma reunião, ele disse estar debilitado fisicamente e que não estava mais com as devidas disposições físicas para governar a Igreja de Cristo, onde as responsabilidades e exigências requerem um esforço físico mais juvenil.

Com isso, no dia 28 de fevereiro de 2013, a renúncia do Papa Bento XVI será oficialmente efetivada. É quando a Igreja inicia o processo de escolha de um novo sucessor de Bento XVI, a qual se dá com a convocação dos cardeais com menos de 80 anos de idade. Essa reunião dos cardeais para a eleição do novo papa se chama Conclave.

A palavra Conclave é utilizada desde o século XIII, quando foi instituído o isolamento dos Cardeais para a votação do novo Pontífice. Ela vem do latim e significa “sob chaves” ou “quarto fechado”, para evidenciar o caráter secreto do evento. O Colégio dos Cardeais fica responsável por escolher quem será o próximo Papa. Esse processo de votação, que acontece na Capela Sistina, é secreto e a portas fechadas. Os Cardeais ficam isolados de tudo enquanto o Conclave acontece.

E como acontece o Conclave?

Todos os Cardeais permanecem isolados. Antes de começar o Conclave eles juram que seguirão todas as regras e que guardarão segredo sobre a eleição. A pena para quem não guarda segredo é a excomunhão.

Três Cardeais são, então, eleitos escrutinadores, para ocupar a mesa onde serão apurados os votos, e outros três são escolhidos para revisar o processo. É entregue a cada Cardeal uma cédula com espaço para escrever o nome do escolhido, em cuja parte superior se encontra, a frase Eligo in summum pontificem (Elejo como Sumo Pontífice, em latim). Cada eleitor leva o papel, de uma forma visível, até o altar da Capela Sistina. Antes de deixar seu voto em uma espécie de prato, que servirá para despejar o voto em uma urna, o Cardeal deve dizer em voz alta “Invoco como testemunha Cristo Senhor, o qual há de julgar que o meu voto é dado àquele que, segundo Deus, julgo que deve ser eleito”.

Os votos são colocados na urna e depois contados. O primeiro Cardeal escrutinador pega uma cédula, lê o nome do escolhido e passa para o segundo. Este confirma o nome e repassa o papel para o terceiro que, por sua vez, anota o nome numa folha e o lê em voz alta, para que todos os eleitores possam anotar também.

É verificado se o número de votos corresponde ao número de Cardeais presentes. Em seguida, os papéis são queimados na estufa, com chaminé, da Capela Sistina. Se nenhum candidato tiver alcançado a maioria, a fumaça deve sair preta; mas, caso um cardeal seja eleito, a fumaça deve sair branca, anunciando para toda a Igreja que o novo Papa foi escolhido.

Para ser eleito Papa, o candidato deve ter, pelo menos, 2/3 dos votos. Segundo as novas normas estabelecidas pelo Papa João Paulo II em 1996, se não há um eleito após três dias de votação, se realizará uma pausa de um dia; ao fim de outros sete escrutínios ocorre outra pausa de um dia; se o impasse se mantém após mais sete votações, que acontecem em três dias, a eleição faz-se por maioria simples.

Rezemos a Nosso Senhor Jesus Cristo por mais esse momento de nossa Igreja, para que o Espírito Santo ilumine e fortaleça a todos aqueles que terão a responsabilidade de escolher o nosso novo Pastor, a quem será dado o poder de guiar e governar a Santa Madre Igreja.

 

Por Ir. Rodrigo Buani, ocs

Fonte: Site oficial da JMJ Rio 2013

 

Comentários  

 
0 #1 RE: O Conclave e a escolha do novo PapaJulia Batalha 01-03-2013 11:36
Vamos rezar pela escolha do nosso próximo papa. Juntos ao Conclave!!
http://www.1conclave.com/conclaveapp?_s=QAYEz-VxH46aNnSr&_k=FHKvDTXlDJOV4Bcp&117
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